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Nem é segredo…

Foi assim, ó….

É isso mesmo… Depois de quase dois anos de um relacionamento muito foda, não precisaremos mais nos despedir na soleira da porta, rezando para que no último minuto aconteça alguma coisa que adie esse “até logo”, mesmo que fosse apenas um “ah… tá tarde… não vai embora, não” (sou facinho?)…

* roubei um pedacinho do post do namorado noivo…

MINHA VIDA DE ACORDO COM MOMBOJÓ

Foi difícil decidir entre Arcade Fire e Mombojó. Foram duas paixões à primeira vista. Mas como eu sou uma pessoa justa, resolvi falar sobre os queridos pernambucanos que me trazem alegrias, lágrimas e mais um monte de coisa boa num show que sempre posso ver bem de pertinho e muitas vezes ao ano… não vou nem comentar meu sotaque delícia quando cantarolo!!!

MINHA VIDA DE ACORDO COM MOMBOJÓ

Escolha o artista/banda: Mombojó

Você é homem ou mulher? Qualquer conclusão

Descreva-se: Tempo de carne e osso

Como você se sente? Amigo do tempo

Descreva o local onde você vive atualmente: Entre a união e a saudade

Se você pudesse ir a qualquer lugar, aonde você iria? Praia da solidão 

Sua forma de transporte preferido: Container

Seu melhor amigo: Passarinho colorido 

Você e seu melhor amigo são: Duas cores

Qual é o clima? Vazio e momento

Hora do dia favorita: Splash shine

Se sua vida fosse um programa de TV, como seria chamado? Realismo convincente

 O que é vida para você? Discurso burocrático

Você sorri quando: O céu, o Sol e o Mar

Você chora quando: Triste Demais

Seu relacionamento: Antimonotonia

Seu medo: Faaca

O melhor conselho que você tem a dar: Deixe-se acreditar

 Pensamento do dia: Novo prazer

Seu lema: Absorva

E pra continuar?

Funciona assim: Escolha um artista ou banda e responda essas perguntas usando apenas nomes de músicas deste artista. Tente não repetir as músicas e coloque o título do post como “Minha vida de acordo com (nome do artista)”. E aí Toni, vai encarar?

Será que Henry Ford ouviu minhas Preces?

Eram 7h da madrugada.

Primeiro veio o barulho ensurdecedor de uma motosserra. Em seguida, uma sinfonia de vizinhos gritando “filho da puta, enfia a motosserra no cú”  coisas que eu não poderia reproduzir aqui.

Quando você começa o dia assim, duas coisas podem acontecer: ou você fecha a cara e enfrenta o dia com o mantra “pior não fica, pior não fica, pior não fica“, ou ignora o sinal divino e tenta esquecer que possivelmente você é o alvo do dia.

Decidi que o destino iria decidir por mim e fui trabalhar. Lá estava eu  cuidando das minhas 87.281.827.182.728 pendências e projetos quando o telefone toca…

Para quem tem acompanhado o caso de perto, basta dizer que o telefonema era da Ford para descrever a minha cara e o tremor de minhas mãos. Eu sabia que não poderia ignorar o mau presságio daquela manhã.

Alguma coisa estava diferente. Nada de “Sra. Camila, obrigada por estar aguardando”, nem “não senhora, a Ford não deseja que a senhora enfarte…”.  A conversa foi outra. Eu estava falando, simultaneamente, com dois executivos da fábrica.

Graças à internet, aos amigos ou à providência divina, meu caso foi parar nas mãos de gente importante ali.

Mas vamos ao que interessa: O caso é que alguém finalmente percebeu que meu carro não tinha jeito. Eles perceberam que eu não tenho culpa.

Meu Deus, eles perceberam que eu, como consumidora, tinha o direito de trocar o produto com defeito – Alguém, por favor, me belisque!

E não é só isso, além de, finalmente, me oferecerem uma solução adequada, eles vão enviar o carro para que eu retire em uma concessionária próxima da minha casa… E não é só isso, enquanto meu carro não fica pronto, eu ficaria com uma EcoSport, toda bonitona, só pra tirar a má impressão que eu, como consumidora Ford, disseminei (com razão) por ai. Eu, claro, topei na hora. 

Apesar das noites sem dormir, do péssimo atendimento até ali, eles reconheceram que o meu caso era grave e que, até então eu tinha todos os motivos do mundo para reclamar e, por isso, me pediram uma segunda chance… E, querem saber? Eu vou dar. A esta altura do campeonato entrar na justiça seria bem mais burocrático e demorado.

Mas não pensem que a história ficou assim. Aproveitei a ligação para, além de alfinetar, pedi atenção ao pós-vendas. Contei um pouco mais sobre o meu lado da história e como o problema me aproximou de várias outras pessoas que passam por coisas similares.

Acredito que a internet é uma poderosa arma contra a injustiça e que pode nos ajudar a reivindicar nossos direitos (Acho que todo mundo aqui conheceu o simpático sr. Otávio e o vídeo da Brastemp). Então, vamos lá pessoal. Tem que reclamar mesmo. Tem que por a boca no trombone. Se o SAC, a Ouvidoria e nem mesmo o finado Sr. Dono de Montadora são capazes de resolver nossos problemas, bora twittar, facebookar, e blogar!!!

PS. A Ecosport chegou em casa no mesmo dia, e é um carro muito bacana. Continua…

A Ford mudou minha vida!

Carta aberta ao Sr. Henry Ford – Parte II

Juro que eu gostaria de começar este post, contando sobre a devolução do meu carro, ou sobre a troca do veículo, ou mesmo a devolução do dinheiro…

Infelizmente, nenhuma dessas coisas ocorreu… (pra quem não leu o post anterior, meu Ford Fiesta Zero foi comprado em março, começou a apresentar aquecimento em maio, foi reparados diversas vezes, sendo que na última foi deixado na Frei Caneca em 21/12/10, para troca de motor e bomba de combustível).

Em vez disso aconteceu o seguinte:

30/12/2010 – Rogério, gerente da oficina da Frei Caneca, ligou dizendo que meu carro não tinha jeito. Segundo ele, o problema era sério demais e a troca do motor deveria ser realizada. Ele então solicitou meus documentos pessoais e o documento de compra e venda do veículo (quando é feita a troca do motor, é necessário refazer o documento, pois alguns números importantes são mudados lá).

Assim, depois de muita briga e lágrimas, consegui um carro reserva para um período de 4 dias (É… isso mesmo… Quatro míseros dias e nenhuma garantia de que o carro estaria pronto após este período).

03/01/2011 – Fui pessoalmente à Frei Caneca de Guarulhos e lá, fui informada de que meu carro ficaria pronto em 10 dias, mas que o documento só estaria pronto em 30. Apesar de tudo era um prazo e isso já era mais do que eu tinha até então…

Deixei, como solicitado, meu documento de compra e venda e saí da loja com a esperança de que esse caos logo acabaria. Briguei para ficar mais tempo com o carro reserva (o que, convenhamos, chega a ser absurdo… pois além de permanecer com o meu carro e o meu dinheiro a Ford já estava levando a minha sanidade e a cor dos meus cabelos). Estava com uma pequena viagem marcada e não poderia ficar sem o automóvel.

 06/01/2011 – Depois de inúmeras tentativas e de diversos recados deixados no atendimento da Frei Caneca, Rogério entrou em contato comigo e disse que o carro estava montado… O sorriso foi inevitável… Finalmente uma boa notícia… De acordo com ele o motor fora trocado e, em trinta minutos, depois de realizar alguns testes adicionais ele me ligaria autorizando ou não a retirada do veículo. Não recebi a ligação.

14/01/2011 – Liguei para a Frei Caneca mais uma vez… Rogério me explicou que apesar da troca do motor e de outros tantos reparos, o veículo ainda não estava em bom. Quer dizer… Ele funcionava só que não tinha potência alguma, algo que até para ele era difícil de explicar… Além disso, existia um novo problema… A luz da injeção eletrônica acendeu, sem nenhum motivo aparente e os mecânicos não conseguiam descobrir qual era a fonte do novo problema…

Solicitaram então o suporte dos técnicos e engenheiros da montadora para tentar solucionar a questão (se essa era uma opção, porque eles não fizeram isso antes?). E para melhorar as coisas recebi a notícia de que a Frei Caneca (local que para o meu carro já é mais familiar que a garagem do meu prédio), encerraria suas atividades no dia 31 de janeiro e que eles não tinham mais responsabilidade sobre meu carro.

E isso para não falar das incontáveis horas ao telefone… Quer dizer, de 30 de dezembro até agora, foram necessárias tantas ligações ao 0800 solicitando a prorrogação do carro reserva que, se eu estivesse recebendo milhas aéreas para cada minuto, não precisaria mais de carro algum… Nessas ligações eu ficava na espera, ouvindo a gravação falando das maravilhas do mundo Ford por até 15 minutos. E era sempre assim… Eu sempre tive que ter a iniciativa de implorar pelo carro, um absurdo já que o 0800 se comunicava sempre com a oficina e sabia que meu carro não estaria pronto.

20/01/2011 – Acho que este era o dia “Vamos deixar o cliente maluco, Ford”… Quer dizer, só isso para explicar a ligação do departamento responsável pelos carros reservas, informando que eu não teria mais direito a um carro reserva e que, até o dia 26 eu teria que devolver o carro.

Quase enfartei… Tentei descobrir o motivo e perguntei se o meu carro também seria devolvido até o dia 26. Muito gentilmente, o rapaz deu-me um coice, dizendo que isso não era problema dele e que eu deveria checar com o 0800, afinal a função dele era apenas AVISAR sobre o prazo de devolução do veículo. Nem preciso dizer que amaldiçoei as próximas 26 gerações de cada funcionário da Ford.

No 0800, depois de 12 minutos aguardando, falei com Elisângela (atendente educada e, hoje em dia, quase exclusiva para o meu caso) e recebi dela o apoio de quem acompanha este drama há quase tanto tempo quanto eu. Ela concordou comigo e me disse que isso realmente era um absurdo e que eu só devolveria o reserva após ter o meu veículo de volta. Informou também que a diretoria e os engenheiros da montadora teriam tomado conhecimento do meu problema.

21/01/2011 – Essa eu tenho que contar na integra:

– Alô, dona Camila?

– Sim. Quem é?

– Aqui é da Ford. Escuta, a senhora solicitou um guincho, mas estamos com muitos chamados e não conseguiremos enviar agora! ¬

– Oi? Olha moça, meu carro está na Frei Caneca desde o dia 21 de dezembro (era exatamente um mês sem o automóvel… eu queria dizer que passou rápido, mas senti cada um desses dias).

– Ah, é mesmo? Poxa, tô com o seu contato aqui.

– Pelo amor de Deus, moça. Liga lá na Frei Caneca e descobre, por favor.

Como não poderia ser diferente, desliguei o telefone e liguei para o Rogério, que me informou que o carro seria rebocado para uma oficina em São Bernardo do Campo.

26/01/2011 – Se alguém já passou por algo assim (e eu espero que não), sabe como é o frio na barriga que senti quando o meu telefone celular tocou hoje, com o número da Frei Caneca aparecendo…

Claro… Fique calma, Camila… E se forem boas notícias? Ai, ai…

Nada disso a nova do dia era que a Frei Caneca tinha perdido meu documento de compra e venda.

Cara… Como é possível tamanha irresponsabilidade?

O Rogério disse que eles vão me reembolsar por isso, mas que eu deveria procurar um despachante da minha confiança. Gente, eu não tenho um despachante. Descobri que são uns R$400 paus pra pedir uma segunda via deste documento e que ainda tenho que enviar um decalque do chassi (Como é que vou fazer isso se nem sei onde o carro foi parar? Onde vou arrumar tempo pra ir pra São Bernardo? Como eles vão me reembolsar se a loja vai fechar em alguns dias?).

Liguei, mais uma vez no 0800 e hoje a Elisângela me atendeu sem demora. Disse que ligaria na Sandrecar para ver se o documento não foi pra lá com o carro, e ligaria também para a Frei Caneca pra ver se ajuda de alguma forma.

Estou cansada, indignada, sem dormir, de saco cheio e perdi a cabeça em diversas ligações (vocês se chocariam com o número de palavrões que uma garota conhece). Não sei mais o que fazer ou para onde correr. Estou pagando R$730 por mês pelo carro, religiosamente. Estou pagando o seguro do veículo e até Já paguei a primeira parcela do IPVA e do seguro obrigatório.

Por acaso estou maluca ou isso realmente não está certo? Vocês não acham que além de trocar meu carro, a Ford deveria arcar com parte dessas despesas? Fora calmantes e horas que tenho de me ausentar no trabalho para resolver todo esse caos de ter comprado um carro zero…

Embora eu esteja cansada demais e que eu não saiba o que vem a seguir, podem acreditar… a história continua…

Carta aberta ao sr. Henry Ford

Resolvi pedir auxílio ao senhor, já que por meio do Serviço de Atendimento Ao Consumidor da Ford, é mais fácil adquirir uma úlcera do que uma solução para o meu problema.
 
E não pense que é exagero: Já conversei com vendedores, gerentes, mecânicos e com todo tipo de canal de comunicação da Ford. Levei meu caso ao Procon-SP e, mesmo depois de a fundação se colocar ao meu lado, recomendando providencias, fui “informada” pelo Departamento Jurídico da Ford do Brasil que não adiantaria e que se eu quisesse a troca do produto ou o dinheiro de volta (artigo 18 do código de defesa do Consumidor), eu teria que recorrer à justiça.
 
Quer dizer, o carro – um Ford Fiesta, Zero Km – que ainda está na garantia (foi adquirido em março de 2010) já apresentou, em menos de um ano, mais problemas que muitos carros com anos de uso. E não pensem que os defeitos demoraram a aparecer. Só foram necessários 45 dias para o pesadelo começar. Tudo aconteceu assim:
 
- Em março de 2010 adquiri um Ford Fiesta zero km
 
- 18/05/2010 – Vazamento do motor
Luz de aquecimento acendendo. O carro foi rebocado e levado à Ford Caoa, no bairro do Morumbi. Foi detectado um defeito em um selo metálico que fica no motor e que estava, segundo o mecânico, descolando.  O problema foi resolvido no mesmo dia.
 
- 18/08/2010 – Problemas na partida
O carro simplesmente não funcionou. Foi rebocado no dia seguinte e passou seis dias na Ford Frei Caneca da Consolação. Depois de diversas ligações e de muito desrespeito por parte do atendente, diga-se de passagem, recebi a informação de que o motor estava sem água. No painel, a luz que deveria indicar o aquecimento do motor, como da primeira vez, simplesmente não acendeu. Novamente foi detectada a falha na colagem do selo do motor, o que caracteriza vício do produto, segundo o Código de Defesa do Consumidor.
 
- 28/08/2010 – Procon
Fui ao Procon reclamar meus direitos como consumidora. O problema que relatei encontra amparo no artigo 18 do código de defesa do consumidor e, por essa razão, a Fundação PROCON preparou uma carta, me oferecendo o respaldo quanto às obrigações da montadora em relação ao meu problema. Segundo o código do consumidor, constatado o vício do defeito do produto, o consumidor deve ser ressarcido quanto aos valores pagos ou receber um novo produto.
 
-09/09/2010 – Contato da Ford
Leonardo, do departamento jurídico da empresa, me ligou informando ter recebido minha carta e oferecendo suporte.
 
- 27/09/2010 – Falhas no motor
O veículo continuou apresentando falhas nas trocas de marchas (como se estivesse engasgando), voltando ao funcionamento normal após aquecer um pouco. A luz de aquecimento continua sem acender.
 
- No dia 21 de dezembro o carro foi deixado mais uma vez em uma oficina credenciada. Dessa vez o carro apresentava falhas no motor, falta de potência e barulho no escapamento. Foi detectada uma falha na bomba de combustível, porém, após a troca da peça, que ocorreu no dia 27 de dezembro, o carro continuava apresentando os mesmos problemas. O mecânico informou que procurará outra possível causa do problema.
 
Hoje, 29 de dezembro de 2010, recebi uma ligação da oficina credenciada informando a autorização por parte da montadora para abrir o motor e, quem sabe assim, detectar o problema. Desde ontem estou tentando um carro reserva e o 0800 informa que eles é que devem entrar em contato comigo para liberar esse serviço, mas já cansei de esperar e não sei mais o que fazer… Tenho viagem marcada para o dia 03 de janeiro e mesmo pagando mensalmente os olhos da cara, não terei um carro para ir.

Como um carro novo pode apresentar tantos defeitos? Não gosto nem de pensar na grana que to perdendo. Óbvio que para o senhor, é mixaria… Vocês gastam tanto comm publicidade… poderiam investir um pouco na qualidade dos produtos também.

A Ford até faz os reparos, mas todos foram paliativos e muiiiiito demorados. Agora, explicar o que está rolando e assumir a culpa, isso ela não faz. Ah, nem me arranja um carrinho reserva. 4 dias tentando, e nada.

Então, sr. Ford estou aguardando um milagre natalino atrasado. Afinal,o senhor teve sua importância aqui na Terra e deve seus contatos por aí… continua…

Desabafo

Ansiedade. Aflição. Amargura. Agonia. Angustia. Ânsia. Medo. Desejo. Sonho. Segredo.

Hunf!

Dietas, já!

Estou de dieta.
 
É! De novo!
 
Não ri, porra.
 
A verdade é que o casamento de que tenho falado por aqui já há algum tempo está chegando e, se eu continuar inchando, a noiva vai me substituir por alguém que ocupe só um lugar no altar.
 
Então, amado leitor, você que tem as saboneteiras salientes, o obliquo trabalhado, e aquele maldito rosinha no rosto (peculiar nas malditas pessoas saudáveis), me ajude!!! 
 
Devo substituir o jantar por água+alface ou por ração (ecat) humana+activia (mesmo sabendo que o que eu queria mesmo era entrar na faca e me entupir de sibutraminha+xenical)?
 
Só não me venha com a ladainha de reeducação alimentar, hein? Foram 2 anos de maus hábitos que devem ser resolvido em 34 míseros dias.
 
É isso ai. Hoje acordei decidida.
 
Já falei para não rir, porra.

Update:
Acabo de voltar da farmácia e para tornar a humilhação pública  o compromisso ainda mais sério, vamos aos dados reais:
Peso atual: 61,5 kg
Peso ideal: 42,5 kg
Peso ideal: 57,5 kg

Novo prazer

Começou há uns dois anos, de maneira bem despretensiosa. Mas aos poucos, foi ganhando uma proporção maior do que eu poderia imaginar. Não sei bem quem me apresentou, mas acho que rolou numa reuniãozinha entre amigos. Aí me vi curtindo numa baladinha, e depois num show, e em outro e outro. Em casa, no carro e por que não no trabalho?

Quando eu vi, já estava dependente. Em momentos de alegria, de tristeza. Em um momento qualquer. Parecia vício, mas prefiro chamar de amor.

É amor, gente. Porque só o amor faz a gente rir e chorar. Suar. Dançar sem parar. E tudo isso na mesma noite.

Apesar de ser ciumenta de uma figa, acabei dividindo esse meu amor. Primeiro contei para os amigos, depois para o namorado. No início o pessoal estranhava, mas quando se dá uma segunda chance, vão se convencendo de como é bom. E vão dividindo também.

É gente, Mombojó é vida!

* devo ter sido pernambucana em outra vida. Não é possível. Tenho um carinho especial por aquele sotaque e uma tendência a já gostar do que vem de lá. Beijo pra Nação Zumbi, Otto, Mundo Livre e Los Sebosos e Postizos. E um dia, vou passar o carnaval em Olinda.

Pai

Hoje é aniversário do meu pai. Roubei um texto do meu namorado, porque sei que jamais descreveria melhor.

Como Arnold Schwarzenegger, ele nasceu em 1947. Português por descendência, guarulhense de nascimento, paulistano de registro, e morador de Peruíbe (aos fins de semana ) por opção. Para quem não conhece, qualquer destas informações bastariam para ajudar a descrevê-lo, mas a verdade é que é uma pessoa um pouquinho mais difícil de decifrar…

Tímido como poucos, as vezes prefere ficar calado, mas basta se sentir um pouquinho mais a vontade para começar a fazer piadas ou contar as histórias dos velhos tempos. Tempos difíceis como dá para perceber, mas que ajudaram a formar um caráter sólido e, graças a Deus, hereditário.

Tem muito orgulho das filhas e, mesmo sem jeito, gosta de abraçá-las e tê-las por perto. Gosta dos almoços em família e de ver sua esposa fazendo coisinhas que ele chama de “coisas de velho”. Mas ele não faz isso só para provocar: faz para lembrar que estão juntos há muito tempo e que é exatamente esta disposição para permanecerem juntos que os tornam mais próximos, mais confidentes…

Hoje é exemplo para mais duas pessoas: um inteligente e um muuuuito forte. Tem uma relação de confiança com eles. Uma relação que não necessita de palavras, uma vez que já lhes entregou seus bens mais preciosos.

Desde que o conheço, ele me conta de um problema de audição que tem há muito tempo. Particularmente, acho que não é verdade. Acho que ele faz isso só para que as pessoas possam repetir: VOCÊ É ESPECIAL… É!

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