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Justamente

Não tem muita diferença pra uma vida sempre igual.
Todo dia muda alguma coisa, não sou a mesma pessoa de algumas horas atrás.
Todo pensamento vem e vai, todo sentimento se desfaz
Quando a vida não tem e você não corre atrás.
O jornal me cala e o silêncio anula como o tempo que já ficou pra trás.
Um minuto a mais, agora tanto faz.
Preciso ir além dos dias
Preciso ir além
Me esforçar um pouco mais
Me esforçar um pouco mais
Preciso ir além dos dias
Preciso ir além

Mombojó

 

Aguentando as porradas na cara e chutes no estômago. Sendo compensada com os melhores amigos, a melhor família que alguém poderia querer e um amor verdadeiro e igual. Abrindo mão de algumas coisas, mas de olho num bem maior. É, a vida não é fácil, mas também não é ruim. Às vezes melancólica… Às vezes radiante… Mas sempre eu.

Meus caros amigos – I

E ai você nasce… Até então, ela era a princesinha daquele lar. De repente vocês dividem o mesmo quarto e tudo o que era dela, passa a ser seu também.

Tá… Talvez não seja tão simples assim, considerando que o “tudo” inclui também os pais dela. Os nossos pais. Mas sei lá, pra gente isso quase nunca foi problema.

Fomos nos ajeitando da melhor forma possível… Afinal, os quase 7 anos de diferença, pareciam muito maiores naquela época.

Em determinado momento, enquanto eu enchia nossas camas com as tralhas da Barbie, ela queria contar para as amigas sobre os carinhas da matinê de domingo. Quando chegou a minha vez de falar com ela sobre os carinhas de domingo, ela já estava na facul, ralando no trabalho e me dando a primeira “roupa de marca”, uma calça carésima da, na época carésima, Opera Rock (gente, isso foi em 97, acho).

Passei a ouvir as mesmas coisas que ela (tks God). Aquela coisa boa de quem cresceu nos anos 80 – década que, definitivamente não foi feita só de polainas, calças de cintura alta e blusas com mangas bufantes (Vixe! Estou usando tudo isso, de novo). Faith no More, New Order e até a música dos macumbeiros (Ah. Dá um tempo, né gente? Eu tinha 6 ou 7 anos, não conseguia nem dizer meu nome completo ainda).

Enquanto eu crescia e ultrapassava o seu 1,56 m de altura, passamos a dividir também algumas roupas (na verdade, eu usava tudo o que era dela). Era muito bom pra mim, e nem tão vantajoso pra ela, mas sem grandes crises.

Mas aí… Eis que ela conhece um cara. Dessa vez era diferente. Um dia compraram uma casa horrorosa e transformaram num lugar lindo, meio praiano. Eles tinham também o cachorro perfeito e tudo era como deveria ser.

Em sua última noite na casa dos meus pais, no quarto que será sempre “nosso”, dormimos de mãos dadas. Nem preciso mencionar câimbras e marcas nos braços… lágrimas e risadas.

E veio o casamento. Ou seja, chorei o dia todo, começando no momento em que ela saiu para o tal dia da noiva, passando pelos inconvenientes filmes exibidos na TV naquele dia (Porra, Deus! Noiva em fuga e O casamento do meu melhor amigo, foram muito jogo baixo) e que persistiu enquanto eu tomava banho e fazia maquiagem (e para de chorar, Moça, senão vai borrar tudo antes de ficar pronta).

Chorei no momento em que tocou a música dos padrinhos; enquanto atravessei todo o corredor até o altar (acho que se fosse um corredor polonês eu não choraria tanto) com a boca tremendo; chorei de forma intensificada enquanto estava lá no altar e… de repente… Numa paz que surgiu sei lá de onde, eu parei de chorar…

Percebi o quanto estava sendo boba e comecei a sorrir. Curti a festa. E bebi. E dancei. E nos abraçamos e tiramos um milhão de fotos. Mas a festa acabou e fui pra casa. Uma casa em que nem eu moro mais. Exceto aos domingos, quando visitamos nossos pais.

A cumplicidade continua. Os interesses também. Continuamos em fases diferentes, mas pra mim sempre foi importante dividir com ela. Contar com a ajuda dela. Ver a risada dela. E assim sempre será.

Rebellion (lies)

To enjoada. Refluxo. Acordei meio assim. Dormi mal. Tive um jantar agradável com uma amigona que sumiu por um tempo. Liguei quatro vezes, mas o celular dele estava desligado. Foi bom ela ter aparecido. Foi uma merda ligar quatro vezes e ouvir aquela porra de mensagem. Poucas coisas me irritam tanto, mas ao mesmo tempo, quase tudo me irrita muito. Meu café da manhã foi um Eno. Quer saber se eu to melhor? Eu quero é ir pra casa. Só não quero ficar sozinha em casa. Tenho medo. Saudades da minha irmã. Ciúmes da fulaninha. Saudades dele. A gente se vê muito, mas fica pouco tempo junto. Foda. Ouvi Rebellion seis vezes seguidas enquanto escrevia isso. Foi o momento mais vibrante do meu dia. Quer dizer… está sendo. To enjoada. Tenho certeza de que a vida é a merda de um refluxo.

Eu sei. Parece triste.

Sobre mim

Quando não estou brava, estou triste. A não ser que eu esteja com você… Aí fico feliz.
E não venha me falar que também fico brava quando estou com você. Isso é mentira. Eu fico brava e aí te encontro. Aí você me arranca os melhores risos e, de tanto rir, eu choro… e te amo, mais e mais.

Foda-se se o texto tá confuso ou uma merda. O importante é o que sinto. E eu sinto sua falta. Sempre.

Homemade

Tá. Eu nunca contei aqui minhas experiências/peripécias caseiras. Não que eu me envergonhe… quer dizer… tá bom, vai… talvez eu me envergonhe… Mas, pô!! Alguém tem que me dar um desconto, né? Moro sozinha há menos de um ano e, vira e mexe, eu me fodo com com alguma merda que apronto alguma coisa acaba não saindo como o planejado.
 
Deixa eu ver, não pode ser uma lista tão embaraçosa assim:
 
1 – Furei um maldito cano, tentando colocar um maldito prego, para fixar meu maldito relógio. Hoje imagino, porque diabos não encontrei o ganchinho super aderente que hoje prende o tal relógio na parede?
 
2 – Tentei arrancar os espelhos que colei na parede com uma tola pretensão de alinhá-los. Conclusão: arranquei metade do reboque. Colei de novo (tortos, de novo) porque, no final das contas alguma coisa precisava esconder as crateras que a fita banana deixou;
 
3 – Tirei o antigo lustre. Doei o antigo lustre. Comprei um novo. Seis meses depois (O que vocês estão pensando, tenho muitas coisas pra fazer…) instalei o tal lustre e me dei conta de que não tem nada a ver com o resto da casa. Resultado: buraco no teto;
 
4 – Habitual: comidas que queimam/Ficam ruins / Sem gosto / Salgadas / Apimentadas… etc.
 
Isso sem dizer que cozinhar só pra mim, além de potencialmente perigoso, está fora de questão. Tá bom, vai. As vezes faço aquele miojinho super elaborado com ingredientes extras e tals, mas só me arrisco no fogão mesmo quando meu incrível namorado tá lá e me ajuda.
 
Ontem, por exemplo, fomos no mercado, fizemos uma listinha seleta cheia de comidinhas leves e depois passamos a tarde na cozinha, lavando, cortando, temperando, conversando, trocando beijinhos e risinhos… Demoramos umas quatro horas para preparar um jantar e uma salada de frutas que hoje, seria o começo da minha enésima dieta.
 
Tenho que admitir que a salada de fruta ficou linda.
 
Pausa no trabalho, segui direto para o meu saudável lanchinho. Eis que: a banana estava preta e molenga; o abacaxi azedo de lacrimejar; a maçã esfarelando… Ai, ai…  A uva e o morango até que ficaram ok, mas sumiram no meio das outras. A subestimada laranja até que ficou boa, mas o fato é que isso não salvou o meu rango e muito menos o meu humor.
 
Bom… tenho que confessar que, tirando estes pequenos problemas, eu até que estou pegando gosto pela arte de cozinhar. Assim que alguma receitinha minha, simples e gostosa, der certo, eu posto aqui com foto pra vocês. Só não coloco uma foto da massaroca que virou minha salada de frutas porque isso iria dar um novo sentido à expressão “natureza morta”…

Vestida para matar

 Até hoje, graças à minha impopularidade (prefiro chamar de ausência de perfil) e amigas ainda jovenzinhas demais para casar, só fui madrinha de casamento da minha irmã (e foi demais). Mas com o combo-namorado (amigos + família + animais de estimação + exsmalditasbregasfeias), que veio muito bem servido (uhuuuu!), essa realidade está para mudar… (tambores). Um casal mais que querido, e que me conhecem há mais ou menos um ano, nos convidou para apadrinhar o casamento. Juro… Quase chorei. De uma hora para outra quis saber de todos os detalhes da festança e virei uma metralhadora de perguntas. Coitados, acho que ali já se arrependeram, mas ficaria chato demais desconvidar.

Além de emocionada, fiquei desesperada. Você, amiga leitora neurótica  luxuosa, sabe muito bem o que estou sentindo. Gente, os padrinhos são parte do cenário e, como os jovens amantes são super descolados, preciso desempenhar bem o meu papel. Para isso, preciso perder 20 quilos, crescer uns oito centímetros e descolar um vestido lindo, modernoso, estilo anos 80, adequado e baratenho! Tá fácil, né?

Tamanho desafio pede o mínimo de organização. Mas avaliando por esse prisma, posso dizer que quase tudo vai bem. Já tenho fotos de uns 12 tipos de maquiagem que me agradam e uns seis penteados em fotos grandes. O vestido está na minha cabeça, mas me falta uma costureira decente (se tiverem indicações, agradeço). Agora, só preciso combinar os três elementos e perder os tais 20 quilos (pretendo visitar a Curves e Contours até o fim da semana). Bom… quanto aos oito cm, acho que vou desencanar… Não sei andar de salto e não to afim de pagar uma de gansa…

Tendo tudo isso definido vamos ao mais importante: A ajuda divina. Estou convencida de que com a ajuda espiritual as coisas vão se resolver. Minha única dúvida aqui é se faço a promessa para o Santo Expedito (afinal, 20 quilos em 4 meses é uma causa impossível) ou se me pego na oração para o São Longuinho (afinal de pulinho em pulinho se perde algumas calorias, né?).

Bom… se isso não resolver… onde é que está mesmo aquele anuncio do Dr. Ray??

Precisa-se desesperadamente

Preciso de paz 

Venho perdendo a hora todos os dias, mesmo sem ter que acordar tão cedo.

Ando tão irritada que minha conhecida TPM de 30 dias se tornou tão (como posso dizer?)… habitual, que já não assusta ninguém.  Isso porque já não fuzilo ninguém com os olhos, apenas choro pelos cantos.

Minha cara anda tão amarrada que acho que não há Santo – nem no Velho, nem no Novo Testamento que desfaça esse nó. Quer dizer… Tem sim, mas logo, logo, ele desiste. 

Preciso de paciência

Percebi que me cansei das pessoas: é o mau-humor matinal de um, é o excesso de humor do outro…

Da mina que parece um traveco, mas que se acha a mais gostosona do mundo. Daquela com uma bunda gigante e caída que fica feia em qualquer calça e que, ainda assim, se acha mais gostosona que a primeira.

Da velha que pensa que é gatenha… Do cara que ri de forma exagerada… E o eternamente sisudo…

Preciso de liberdade

Queria voltar a fazer minhas caminhadas matinais (quando digo matinais, quero dizer às 11h). Depois disso poderia pular o almoço e jantar duas vezes, por que não? Ir ao cinema de mãos dadas no meio da tarde e em seguida passar no Pedaço da Pizza (hummmm… chocolate com morangos rules!). Voltar para o cinema e pegar outro filme com a cabeça deitada confortavelmente no ombro dele. Ai, ai… Queria almoçar em lugares diferentes e deliciosos todos os dias, em um esquema, “coma o que quiser sem aumentar nenhum grama”. 

Preciso de equilíbrio

Tenho que escolher: boxe ou yoga?

E por que não os dois?

Preciso de dinheiro

Pra gastar rios dele na Shoestock. Gastar oceanos dele na Benedito. Gastar (o que é maior que um oceano?) na Zara e em todas as lojas de que agora não lembrarei os nomes.

Pegar um avião pra Buenos e deixar meu salário inteiro em maquiagens, vinhos e carnes gordas e sangrentas e, claro, em sorvete de doce de leite também (hummmm). 

Preciso dele

Afinal, ele é incrivelmente bem humorado, inteligente e charmoso. O único ser que me aguenta e ainda sorri. Ele me ama e, pior, acha que sou a mulher da vida dele.

Tem também uma centena de outras coisas que só um cara maluco, mas principalmente meu, poderia achar. E juro, não é fruto da minha imaginação. Ele existe! 

Preciso de mim

Por fim, preciso de um período para me encontrar. Ando com cara de louca por aí sem saber pra onde correr.

Preciso tomar jeito e aproveitá-lo: Não sei, talvez faça mais uma tatuagem, talvez compre uma roupinha ou outra pra tentar me redesenhar.

Quem sabe um regiminho? Ou quem sabe eu não faça nada? Talvez eu só continue com minhas habituais reclamações e com um plano perpétuo de ganhar na mega-sena.

Às moscas.

Não foi só o blog. Minha vida foi tomada por um ritmo desenfreado de trabalho e, por isso, deixei tudo de lado. Pobre namorado. O pouco tempo que restou pra ele era praticamente todo dedicado a reclamações, choramingueira e muita dor de cabeça. Minha sorte é que ele é muito diferente de mim e conseguiu tirar tudo de letra, revertendo essa situação em gratidão e recompensas que vou demorar anos para cumprir . Sorte nossa.

Espero voltar em breve.

Ps1. Estou sem carro de novo. E claro, voltou a chover exatamente nesse período.

Ps2. Também larguei a corrida caminhada. Por causa do trabalho escravo excessivo. É muito cansaço e pouco tempo. Pretendo voltar semana que vem.

Quanto dura o amor?

O nosso não tem prazo, nem condição. É eterno e puro. Amor de doação.

A melhor irmã do mundo!

São Paulo, eu te amo

Começou.

Nós. Ônibus. Carro ou apartamento? Cunhada. Mãe e pai postiços. Pizza Hut. Risadas. Como treinar o seu dragão. Frozen. Ovo de Páscoa da Cunhadinha. Casinha. Conchinha. Café da manhã gordo. Irmã linda e cunhado querido. Carona. Museu da Língua Portuguesa – Menas. Sí Senhor (alguém me faz parar?!). Lindt, Ofner e Chicabon. Trem da Vida. Across the Universe. Mais Conchinha. Ui ui ui. Friozinho. Não vai embora, não. Tá bom. Tchau. Campainha. Surpresa. Morangos frescos e uvas sem sementes. Mais café da manhã gordo. Cunhada querida. Carona. São Cristóvão. Filé Mignon, mostarda e batatas portuguesas. Benedito Calixto. Chuva. Tentação. Compras. Ideias. Saia de cintura alta. Presente – Vestido lindo. Rochinha de groselha. Sottozero. Casinha. Chuva. Preguiça. Boliche com primos lindos e agregados. Perdi. Risadas. Fotos. Cheddar McMelt. Carona. Centro velho. Travestis. Prostitutas. Tchau tchau. Casinha. Conchinha. Ui ui ui. Café da manhã nem tão gordo. Filhos? Um tá bom! Vamos? Ah… Vamos! Ônibus, metrô e carona. Pai e mãe. Casa da irmã. Risadas e mais risadas. Muita comida. Saudades. Família inteira. Carona. Roupa limpa. Casa suja. Frio. Dormir sozinha.

Acabou.

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