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Homemade

Tá. Eu nunca contei aqui minhas experiências/peripécias caseiras. Não que eu me envergonhe… quer dizer… tá bom, vai… talvez eu me envergonhe… Mas, pô!! Alguém tem que me dar um desconto, né? Moro sozinha há menos de um ano e, vira e mexe, eu me fodo com com alguma merda que apronto alguma coisa acaba não saindo como o planejado.
 
Deixa eu ver, não pode ser uma lista tão embaraçosa assim:
 
1 – Furei um maldito cano, tentando colocar um maldito prego, para fixar meu maldito relógio. Hoje imagino, porque diabos não encontrei o ganchinho super aderente que hoje prende o tal relógio na parede?
 
2 – Tentei arrancar os espelhos que colei na parede com uma tola pretensão de alinhá-los. Conclusão: arranquei metade do reboque. Colei de novo (tortos, de novo) porque, no final das contas alguma coisa precisava esconder as crateras que a fita banana deixou;
 
3 – Tirei o antigo lustre. Doei o antigo lustre. Comprei um novo. Seis meses depois (O que vocês estão pensando, tenho muitas coisas pra fazer…) instalei o tal lustre e me dei conta de que não tem nada a ver com o resto da casa. Resultado: buraco no teto;
 
4 – Habitual: comidas que queimam/Ficam ruins / Sem gosto / Salgadas / Apimentadas… etc.
 
Isso sem dizer que cozinhar só pra mim, além de potencialmente perigoso, está fora de questão. Tá bom, vai. As vezes faço aquele miojinho super elaborado com ingredientes extras e tals, mas só me arrisco no fogão mesmo quando meu incrível namorado tá lá e me ajuda.
 
Ontem, por exemplo, fomos no mercado, fizemos uma listinha seleta cheia de comidinhas leves e depois passamos a tarde na cozinha, lavando, cortando, temperando, conversando, trocando beijinhos e risinhos… Demoramos umas quatro horas para preparar um jantar e uma salada de frutas que hoje, seria o começo da minha enésima dieta.
 
Tenho que admitir que a salada de fruta ficou linda.
 
Pausa no trabalho, segui direto para o meu saudável lanchinho. Eis que: a banana estava preta e molenga; o abacaxi azedo de lacrimejar; a maçã esfarelando… Ai, ai…  A uva e o morango até que ficaram ok, mas sumiram no meio das outras. A subestimada laranja até que ficou boa, mas o fato é que isso não salvou o meu rango e muito menos o meu humor.
 
Bom… tenho que confessar que, tirando estes pequenos problemas, eu até que estou pegando gosto pela arte de cozinhar. Assim que alguma receitinha minha, simples e gostosa, der certo, eu posto aqui com foto pra vocês. Só não coloco uma foto da massaroca que virou minha salada de frutas porque isso iria dar um novo sentido à expressão “natureza morta”…

Vestida para matar

 Até hoje, graças à minha impopularidade (prefiro chamar de ausência de perfil) e amigas ainda jovenzinhas demais para casar, só fui madrinha de casamento da minha irmã (e foi demais). Mas com o combo-namorado (amigos + família + animais de estimação + exsmalditasbregasfeias), que veio muito bem servido (uhuuuu!), essa realidade está para mudar… (tambores). Um casal mais que querido, e que me conhecem há mais ou menos um ano, nos convidou para apadrinhar o casamento. Juro… Quase chorei. De uma hora para outra quis saber de todos os detalhes da festança e virei uma metralhadora de perguntas. Coitados, acho que ali já se arrependeram, mas ficaria chato demais desconvidar.

Além de emocionada, fiquei desesperada. Você, amiga leitora neurótica  luxuosa, sabe muito bem o que estou sentindo. Gente, os padrinhos são parte do cenário e, como os jovens amantes são super descolados, preciso desempenhar bem o meu papel. Para isso, preciso perder 20 quilos, crescer uns oito centímetros e descolar um vestido lindo, modernoso, estilo anos 80, adequado e baratenho! Tá fácil, né?

Tamanho desafio pede o mínimo de organização. Mas avaliando por esse prisma, posso dizer que quase tudo vai bem. Já tenho fotos de uns 12 tipos de maquiagem que me agradam e uns seis penteados em fotos grandes. O vestido está na minha cabeça, mas me falta uma costureira decente (se tiverem indicações, agradeço). Agora, só preciso combinar os três elementos e perder os tais 20 quilos (pretendo visitar a Curves e Contours até o fim da semana). Bom… quanto aos oito cm, acho que vou desencanar… Não sei andar de salto e não to afim de pagar uma de gansa…

Tendo tudo isso definido vamos ao mais importante: A ajuda divina. Estou convencida de que com a ajuda espiritual as coisas vão se resolver. Minha única dúvida aqui é se faço a promessa para o Santo Expedito (afinal, 20 quilos em 4 meses é uma causa impossível) ou se me pego na oração para o São Longuinho (afinal de pulinho em pulinho se perde algumas calorias, né?).

Bom… se isso não resolver… onde é que está mesmo aquele anuncio do Dr. Ray??

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